| Todos os anos, se instala em nossas ruas, casas, praças e prédios um clima quase mágico de luzes, cores e festa: é o Natal ! Para além das interpretações e oportunismos mercantilistas que envolvem este bonito momento do ano, o clima natalino é importante e interessante não apenas por ser "bombeado" por sofisticados recursos mediáticos ou elaboradas peças publicitárias, mas pela sua própria natureza e pelo seu sentido original. Os recursos de propaganda encontram eco nos corações e nas mentes (e de forma mais sentida, no bolso) porque as pessoas estão abertas e precisadas de "presentes". O presente é a materialização da presença. A materialidade de um dom oferecido como presente é o sacramento (sinal sensível e visível) das intenções e desejos de quem oferece. O presente revela a pessoa que oferece. A única intenção ou natureza do verdadeiro presente é "ser presença". Por isso, presente é presente - não tem preço, nem hora: é pura gratuidade. E como é bom receber presentes: a cada presente que recebemos temos a agradável sensação de nos sentirmos estimados, amados e queridos. Todos damos presentes e os recebemos também. E se eu tivesse de dar um presente para mim mesmo, qual presente me daria? Refletir sobre esta pergunta (e sua resposta) não é sinal de egoísmo. Constitui-se em propícia ocasião para avaliar quais as razões profundas pelas quais ofereço um presente para alguém. Devo perguntar-me: quais são os sentimentos, intenções, retornos etc. que espero ao "dar-me um presente". Provavelmente, a resposta seria: os sentimentos mais puros e autênticos. Pois bem, ao refletir sobre esta questão poderemos celebrar um Natal mais verdadeiro e compreender porque este é um período muito adequado para dar e receber presentes. Afinal, o aniversariante do Natal deu o melhor dos presentes para as pessoas: sua presença, sua mensagem e sua vida! Neste sentido, não precisamos de muitas explicações. Que tal dar-se como presente o jeito de ser e fazer de Jesus Cristo? Padre Nivaldo Luiz Pessinatti
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